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A história da JBL: de uma oficina em Los Angeles à caixinha que todo mundo conhece

Hoje a JBL é sinônimo de caixa de som Bluetooth no Brasil. Mas a marca, que completa 80 anos em 2026, começou bem longe das caixinhas: equipando cinemas, estúdios de gravação e grandes shows. Conheça essa trajetória.

O começo: James Bullough Lansing

As iniciais J, B e L vêm do nome do fundador, o engenheiro americano James Bullough Lansing. Em 1927, ele abriu em Los Angeles a Lansing Manufacturing, que fabricava alto-falantes. Já nos anos 1930, a empresa fornecia componentes pros sistemas de som dos cinemas de Hollywood, numa época em que o cinema falado ainda era novidade.

Em 1941, a empresa foi comprada e passou a se chamar Altec Lansing. Lansing trabalhou lá por alguns anos, mas queria seguir o próprio caminho.

1946: nasce a marca

Em 1946, Lansing deixou a Altec e fundou uma nova empresa de som, que depois ganhou o nome de James B. Lansing Sound. Esse é o ano considerado o nascimento da JBL, e por isso a marca comemora 80 anos em 2026.

O primeiro produto original veio em 1947: o D130, um alto-falante de 15 polegadas. Lansing morreu em 1949, e o comando passou para Bill Thomas, que levou a empresa adiante.

Como o sobrenome Lansing também estava no nome da Altec Lansing, as duas empresas tiveram disputas. A solução veio em 1955: a marca passou a usar só as iniciais, JBL.

Caixas que viraram lenda

Woodstock e os grandes palcos

Em 1969, componentes JBL fizeram parte do sistema de som do festival de Woodstock, um dos eventos mais famosos da história da música. No mesmo ano, a JBL foi comprada pela empresa de Sidney Harman, que depois virou a Harman International, dona também de marcas como Harman Kardon e AKG.

Desde então, a JBL esteve presente em shows, cinemas e estúdios no mundo todo, inclusive no Woodstock de 1999.

A virada: as caixinhas Bluetooth

A JBL que a maioria das pessoas conhece hoje começou em setembro de 2012, com o lançamento da JBL Flip: uma caixa em formato de cilindro, com Bluetooth e microfone pra ligações. Na sequência vieram outros nomes que viraram febre:

FlipSetembro de 2012
ChargeJaneiro de 2013
PulseSetembro de 2013
GoFevereiro de 2015
BoomboxSetembro de 2017

O sucesso foi tão grande que, em 2019, a Harman anunciou a marca de 100 milhões de caixas de som portáteis JBL vendidas no mundo. Depois vieram as linhas PartyBox, pra festa, e os microfones de karaokê EasySing.

Samsung entra na história

Em março de 2017, a Samsung concluiu a compra da Harman por cerca de US$ 8 bilhões, a maior aquisição da história da empresa coreana até então. Com isso, a JBL passou a fazer parte do grupo Samsung, mas continua funcionando como marca própria.

JBL feita no Brasil

Muita gente não sabe, mas várias caixas JBL vendidas aqui são fabricadas no Brasil. A Harman tem uma fábrica na Zona Franca de Manaus desde 2005, onde são produzidos modelos como a Boombox 3 e a PartyBox 110, além de equipamentos de som pra carros de várias montadoras. Os fones de ouvido, por outro lado, são importados.

80 anos depois

Pra comemorar as oito décadas, a JBL fez em 2026 a exposição Playback Gallery, que passou por cidades como Los Angeles, Amsterdã, Viena, Munique e Tóquio, e terminou em Seul no fim de outubro. De um alto-falante de cinema a caixinha que vai pra praia, a marca atravessou gerações sem sair do mesmo assunto: som.

JBL aqui no site

Quer ver produtos da JBL de perto? Confira o review do JBL EasySing Mini e as ofertas da marca selecionadas na página inicial.

Fontes

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